Autocompaixão – Por que não tratar melhor a si mesmo?

Por que falar de autocompaixão? O que realmente significa isso?

O tempo, a correria, a pressa, a sobrecarga, o excesso de coisas para realizar estão caminhando juntos e nos pressionando a fazer e a produzir, mais e sempre. Com isso, aprendemos a nos autocobrar de uma maneira injusta; com isso, almejamos ultrapassar nossos próprios limites. Porém, nem sempre isso é saudável, pois quando existe autocobrança e o desejo de ser bem mais, junto vem também muitos sentimentos de culpa, distorção da autoimagem e problemas com autossegurança e autoestima.

 

Diante do cenário dos excessos e da necessidade de agradar a tudo e todos, como podemos lidar com tudo isso? Vamos começar, então, a falar sobre autocompaixão, uma maneira diferente de olhar para si mesmo.

A autocompaixão é maneira de enxergar com gentileza, preocupação, apoio e de forma amável a si próprio, como você faria com um(a) amigo(a) em alguma dificuldade. É permitir-se e aceitar-se como se é, diminuindo, assim, as cobranças e críticas sobre você.

 

A autocompaixão pode ser desenvolvida através de uma variedade de exercícios, bem como através da psicoterapia. Experimente olhar para a sua autocrítica como uma crítica dirigida a um amigo. Se as palavras são muito duras para alguém que lhe é querido, então provavelmente também o são para si. 

De uma forma geral, tendemos a aceitar melhor as falhas dos outros do que as nossas próprias. Por isso, quando reconstruímos as críticas e aprendemos a aceitar as imperfeições existentes, estamos aumentando a autocompaixão.

Engana-se quem acredita que pode ser compassivo com os outros, mas não consigo mesmo. Essas características costumam ser levadas para todos os campos da vida: se você é muito exigente e autocrítico, inevitavelmente será assim com os outros. 

Segunda a Kristin Neff, autora do livro Autocompaixão, a prática da autocompaixão segue três pilares: 

 

 

O primeiro passo para qualquer mudança é o reconhecimento. Reconhecer que precisa mudar algo em você faz parte do processo de autoconhecimento e do desenvolvimento da sua autocompaixão.

 

Mas lembre-se!!! É preciso olhar como o coração aberto, e deixar os rótulos de lado para que você consiga realizar uma autoavaliação com bondade e carinho. Quando a autoexigência é racional e bem calculada, ajuda a progredir psicologicamente, mas quando não está bem calibrada, pode afetar seriamente a saúde mental.

 

Experiencie olhar com a sua autocrítica direcionada a um amigo, pense se as palavras são duras para alguém que é querido e você quer bem: se forem duras para o outro, serão duras para você também.

Um ótimo exercício para praticar a autocompaixão é fazer uma carta, sem medo de julgamento. Nela, registre o que está sentindo, coloque no papel suas imperfeições, seus medos, os obstáculos que você geralmente encontra no caminho, o tamanho desses obstáculos e como você se sente ao não conseguir ultrapassá-los.

 

Quando tomamos consciência do que sentimos, mudamos a forma como nos autocriticamos e então encontramos caminho para desenvolver autocompaixão.



Palavras-chave: Autocompaixão. Autocrítica

 

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Escrito por Fabiana Carvalho

Publicado em 2022-04-20

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