ALívio vem de fora, cura vem de dentro

Quando estamos passando por um momento difícil em nossas vidas, seja em razão de uma doença física, problemas emocionais ou relacionamentos é natural buscarmos auxílio em diversos recursos externos. 

Esperamos e ansiamos por algo que nos alivie imediatamente. Sonhamos com aquele “milagre” em nossas vidas. Afinal, a situação está ruim. Só desejamos estarmos bem. Queremos estar bem. Nesse ímpeto para melhorarmos, olhamos muitas vezes somente para fora. Nesse olhar para outras pessoas ou situações quase automaticamente deslocamos toda a responsabilidade para eles acerca o nosso sofrer. 

Nessa perspectiva me direciono somente para o que está fora: tanto a causa quanto a solução. 

Essa dinâmica me leva para um lugar de passividade em que toda a melhora não vem de mim. O outro precisa mudar algo ou me trazer algo para que meu sofrimento tão logo amenize.

Sabe aquelas pessoas que atribuem todo o seu mal estar as atitudes do outro, a condição que estava vivendo? “Mas ele(a) me fez isso... fui injustiçado (a)... toda esta situação me trouxe todo este sofrimento” e por aí vai. 

Sim, é claro que a relação com uma pessoa ou um determinado contexto quando em desequilíbrio afetam nocivamente ambas as partes. A grande questão é quando espero que o outro me traga a paz que preciso, a solução mágica dos meus problemas ou espero que simplesmente o contexto se transforme para eu me sentir aliviado. 

Nessa sana cega assumo silenciosamente o quão vítima sou. E vítimas querem vingança. Só a vingança poderá aliviá-los. Daí o looping perverso da dor. 

Em alguns momentos o alívio vem, porém fugaz. E então retomo para a necessidade de mais alívio pois o sofrimento se molda de forma permanecer constantemente vívido e cada vez mais crescente. 

Mas então, como quebrar este ciclo? 

A grande chave está fechar os olhos para fora e abrir os olhos para dentro. A partir desta postura, vasculhar e perscrutar o coração e a alma para poder começar a responder a sua pergunta interior: qual a minha parte na responsabilidade pelo que estou sofrendo?

O que cabe a mim nesse processo?

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Escrito por Maria Helena Bessa Barros Durau

Publicado em 2022-03-20

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