A Comunhão como agente de transformação em situações traumáticas

Uma das definições da palavra comunhão, de acordo com o dicionário On-line de Português, diz respeito à harmonia no modo de sentir, pensar, agir, sendo uma das que mais me levam a refletir sobre o papel da união e empatia como ações para previnir e curar situações traumáticas, o que não significa que todos tenham o mesmo posicionamento acerca das diversas situações com as quais nos deparamos, mas que haja respeito pelas diversas opiniões e pontos de vista, de forma a evitar situações conflituosas e traumáticas, pois muitas vezes discordar da opinião do outro pode resultar inclusive em cenas de agressões físicas e não somente verbais.

Assim, a palavra Koinonia, de origem grega que significa “comunhão” e se tornou muito comum entre os cristãos, sendo utilizada no sentido de companheirismo, participação, compartilhamento e contribuição com o próximo e com Deus, faz todo sentido no contexto escolar, pois favorece o respeito e a colaboração entre o colegiado, contribuindo para efetivar o que está disposto no artigo 2º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), onde diz que “a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando”.

Então, em um espaço escolar, que agrega diversas situações, tendo uma diversidade de pessoas, cada uma com sua história, memória e experiências distintas, colocar em prática a comunhão não só previne situações de desrespeito que podem gerar distúrbios, como colabora para amenizar traumas que por ventura a criança carrega com ela, pois se sente valorizada e integrada no espaço onde está inserida.

Corroborando com esse pensamento, vale citar que neste ano de 2022 a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade e Educação” e lema: “Fala com sabedoria, ensina com amor”, onde na apresentação do texto-base afirma que a realidade da educação exige profunda conversão de todos, favorecendo uma verdadeira mudança de mentalidade, reorientação da vida, revisão das atitudes e busca de um caminho que promova o desenvolvimento pessoal integral, a formação para a vida fraterna e a cidadania.

E, para finalizar, que possamos ter como iluminadores no desempenho do nosso ofício as palavras do grande mestre Paulo Freire, que ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. Que vivamos em comunhão com o próximo, através de questionamentos que nos permitam crescer e ser melhores, partilhando a fraternidade, exercitando e compartilhando a esperança e praticando o cuidado com o próximo.

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Escrito por Jeane Galhoti

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Psicologia

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