Memória Traumática

Vivemos em um mundo novo. Dias de alegrias e tristezas. É necessário o encontro consigo mesmo para os acontecimentos serem mecanismos de elevação existencial.

Como identificar porque estou triste? Será que alguém interferiu no meu viver e danificou meus sentimentos? Devo reagir a isso passivamente? Devo lidar com mais intrepidez? O que pratiquei ou declarei e produziu uma reação no outro?

São algumas perguntas pronunciadas ao nosso eu que necessitam de respostas  informantes e claras.

Sabemos que durante o percurso de vida nosso sistema sensoperceptivo apreende episódios que emergiram de diversas situações e pessoas. O sistema sociopolítico pode afligir o ser. Muitos ditames em diferentes situações fornecem formas de atrofiamentos. Existem formas de viver saudavelmente ou se deve enclausurar em meio às tormentas da vida. Traumas surgem. A tristeza pode ser um sintoma, depende da intensidade e dos comportamentos relacionados a esse sentimento.

Memórias traumáticas podem evidenciar uma mente bloqueada prejudicando relacionamentos atrofiados e prejudiciais.

Eventos estressores em si não levam obrigatoriamente à manifestação de traumas psicológicos, pois  experiências intensas disparam efeitos variáveis de acordo com as defesas e recursos psicológicos de cada  pessoa. Nossas defesas psicológicas são aprendizagens desejáveis, afinal são formas de pensar de superação de um problema ou dor, recursos construídos ao longo do tempo. 

Em situações de dor intensa tais defesas e recursos psicológicos podem não ser suficientes, o que  traz as consequências desagradáveis a quem está́n sendo alvo. Uma das formas de manter o trauma ativo são as memórias que vêm carregadas de imagens, emoções dos eventos traumáticos do passado revividos no  momento atual, por intermédio de sintomas, tais como: 

A lembrança específica de memória traumática pode disparar a formação de padrões defensivos de  comportamento (medos exagerados em situações que não mais oferecem riscos), que não são apropriados ao  momento atual, contribuindo com alterações ao equilíbrio psicológico, biológico e social da pessoa.  

É necessário, portanto, o indivíduo tratar essa memória e caminhar adquirindo formas de superação para  ter saúde mental apropriada.

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Escrito por Débora Pereira do Nascimento

Publicado em 2021-12-15

Tags

Psicologia

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