O que diferencia o nosso do deles?

Imagem do cérebro homem X chimpanzé

O chimpanzé possui 99% dos genes humanos. Este 1% permite a você estar sentado agora vendo TV em sua casa, lendo um bom livro, vestido, tomando um vinho, sendo capaz de apreciá-lo criticamente e planejar o seu final de semana.

Mas cognitivamente, o percentil que diferencia o nosso cérebro e o do macaco é imenso. Desde nossa formação, nossa propagação neuronal já nos diferencia significativamente. Nosso Lobo frontal e pré-frontal (Lobo executivo), é responsável por julgar, planejar, observar, ter consciência. Nossas modulações sinápticas, nosso Lobo temporal emotivo e memorizado, capaz de aprender, nos trouxeram  ao longo do tempo, capacidades para nos tornarmos seres mais complexos, mais sinapticos!

Um estudo importante demonstrou que as conexões neuronais das áreas frontais e pré-frontais iniciam no nascimento e continuam ativamente até os cinco anos de idade. Nos chimpanzés e alguns macacos este mesmo amadurecimento termina antes do 1° ano de vida. OU SEJA, SOMOS SERES  SEMELHANTES A MACACOS, COM AMADURECIMENTO NEURONAL DE PELO QUATRO ANOS OU MAIS, em áreas frontais e pré-frontais. que garantem a nós: Cognição superior.

Os demais primatas conseguem exercer cuidados e independência relativa após o desmame. O ser humano, não! O cérebro humano  demanda mais tempo. É como se pudesse avisar: cuide de mim, estou amadurecendo, não estou pronto - e isso ocorre até 7/8 anos de idade. Somos mais dependentes, justamente pelo desenvolvimento cognitivo. Vencemos todo este processo de desenvolvimento cerebral.

Claro que além do tempo de maturação neuronal devemos somar as experiências em que somos submetidos, treinados, vivenciados.  Pelo nosso aprimoramento neuronal, os quais nos  tornam plásticos (cérebros com plasticidade), somos submetidos a situações, aprendizados, emoções diariamente!

Apesar de tão pouca diferenciação genética, nosso processo cognitivo extrapola um hiato cósmico, um infinito de distância entre nosso cérebro e do macaco, nossos parentes 1% geneticamente diferentes.

 

 

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Escrito por Marcelo Zalli

Publicado em 2021-11-15

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Psicologia

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