Fotobiomodulação utilizada como ferramenta em traumas provocados pelo covid-19

Para entendermos os resultados positivos da aplicação da técnica de fotobiomodulação ou  laserterapia nos pacientes acometidos por COVID-19 é  necessário compreendermos o processo fisiológico do nosso corpo chamado de homeostase,  que de forma simples nada mais é do que a troca gasosa entre o nosso corpo e o ar que respiramos, ou seja a troca entre gás carbônico que expiramos e oxigênio que inspiramos. Este processo acontece especificamente nos alvéolos, estrutura localizada em nossos pulmões. Nossas hemácias, também conhecidas como células vermelhas do sangue, são responsáveis por levar o sangue rico em gás carbônico até os alvéolos e realizar tal troca por sangue rico em oxigênio. 

A COVID -19, como sabemos, é uma síndrome respiratória que compromete todo esse processo de troca gasosa e, portanto, causa um desequilíbrio homeostático em nosso organismo. Existe ainda uma epidemia subjacente e silenciosa, que diminui a qualidade de vida desses recuperados, é a  síndrome pós- Covid, que ainda soa como uma ameaça à volta do cotidiano normal  dessas pessoas que foram acometidas pelo vírus. 

O COVID-19 na fase inicial causa uma reação significativa do sistema imunológico, conhecida como “tempestade inflamatória”, que libera citocina capaz de lesionar tecidos e órgãos. Alguns se recuperam sem tratamento, outros são assintomáticos e existem aqueles que progridem de casos leves a muitos graves, letais, e deixam sequelas comprometedoras, com traumas físicos e emocionais. Ferramentas terapêuticas de efetividade no pós -Covid, têm sido propostas e entre elas, está a fotobiomodulação.

FOTOBIOMODULAÇÃO  

A fotobiomodulação atua em comprimentos de ondas a laser e desencadeia várias reações no organismo; a luz do laser é absorvida pelos tecidos e células, afetando diretamente o metabolismo celular via ativação da cadeia respiratória. Primeiro ocorre a fotobiologia pelo Citocromo C, que são células fotoreceptoras, que por sua vez absorvem o feixe monocromático de vermelho e infravermelho. Como resultado obtém a modulação da função do ATP. A fotobiomodulação constitui uma alternativa terapêutica não invasiva e sem efeitos colaterais com vantagens sobre outros tratamentos. 

Na terapia de pacientes acometidos pela Covid-19, a fotobiomodulação tem sido principalmente uma ferramenta de reabilitação, devido às alterações biológicas que pode promover. Atua no metabolismo local e promove ação anti-inflamatória, diminuição da dor e efeito imunomodulador. Outra vantagem é não possuir efeitos colaterais ou interações medicamentosas com os tratamentos convencionais utilizados no pós- Covid. Sua atividade anti- inflamatória já foi objeto de diversos estudos que apontaram a laserterapia como agente de proliferação e diferenciação celular, podendo melhorar a oxigenação e respostas imunes, importantes nesse processo  por  melhorar a função pulmonar e restaurar a disfunção de tecidos e órgãos. 

Entre essas vantagens da fotobiomodulação, talvez a mais animadora seja a de reduzir mediadores inflamatórios, fazendo com que haja uma aceleração da angiogênese, o que pode influenciar de forma decisiva equilibrando as descompensações inflamatórias pulmonares crônicas instaladas no pós Covid-19 . Os resultados dos tratamentos com a técnica fotobiomodulação são animadores, vão desde a melhora na resposta  imunológica, antiplaquetário, analgésico, cicatrizante, vasodilatador, ação anti-inflamatória e aumento da serotonina; promove uma cascata de resultados positivos, levando o corpo a homeostase. Pesquisas recentes demonstram que pacientes acometidos pela COVID -19 e foram submetidos a este tratamento apresentaram recuperação mais acelerada e um retorno mais breve em suas atividades de rotina.

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Escrito por Tacyana Julieta Schmidt

Publicado em 2021-10-15

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Psicologia

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