Olhe dentro, mude fora

Você já vivenciou um ciclo de dores em sua vida?

Falar de dores é um assunto tão profundo, mas quem nunca sentiu algum tipo de dor? Quem nunca caiu de bicicleta? 

Quem nunca vivenciou algum desconforto ou dor? 

As dores fazem parte do desenvolvimento humano, existem as dores físicas e as emocionais. Algumas pessoas vivenciam os traumas da dor de rejeição, do abandono, do desamparo. Neste tempo de pandemia (Covid19) houve o aumento da dor da perda, seja a perda de alguém (uma pessoa querida) ou de emprego e bens.

Ou seja, na arte do viver temos marcas positivas em nossa história, como também marcas dolorosas, as quais podemos denominar de traumas, dores.

Porém, meu objetivo aqui é te ajudar a olhar para dentro de você, porque cada ser humano tem a capacidade de aprender novos hábitos; temos a capacidade de estimular a neuroplasticidade: os grandes estudiosos da neurociência comprovam que nosso cérebro pode sim se desenvolver. Dentro de você existe o fluir da vida: observe a sua respiração, vem das entranhas do seu ser; dentro de você corre a vida através da corrente sanguínea; dentro de você existe o ritmo da vida a cada batida do coração. Enfim, dentro de cada ser humano existe a vida, a cada manhã temos a possibilidade de aprender novos hábitos, uma nova de pensar e agir.

Mas, para isso acontecer, precisamos primeiramente liberar o que é tóxico dentro de si. Talvez sua pergunta seja: como assim, Ana?

Para ajudar sua compreensão quero sugerir uma atividade:

Passo 1: Pegue uma folha de sulfite ou caderno.

Passo 2: Toque, sinta sua espessura e movimente de um lado para o outro a folha e ouça o som durante o movimento.

Passo 3: Agora pense nas dores que você vivenciou neste tempo em que a humanidade foi abatida com o Covid19.

Passo 4: Amasse bem a folha e abra de volta. 

Passo 5: Movimente a folha de um lado para o outro e ouça o som agora.

O que você sentir nesse momento expresse através da escrita em outra folha de papel.

Pois bem, através desta analogia podemos ver que cada vivência de dor, trauma, desconforto, pode deixar marcas na vida do ser humano, e as pessoas podem apresentar o aumento da autocobrança, culpa, irritabilidade, ansiedade, sintomas depressivos, entre outros transtornos.

Olhar para dentro é permitir-se resgatar a si mesmo, porque as dores fazem com que as pessoas apresentem crenças limitantes, esqueçam de si. Algumas pessoas perdem a confiança em si e nos outros, não sabem expressar seus sentimentos e acabam “engolindo sapo”. Seu corpo sente, resultando também na perda de produtividade e dificuldades no relacionar.

Então, esse olhar para dentro é uma reaprendizagem de autocuidado, abastecimento com vitaminas que vão fortalecer sua autoestima e autoconfiança. Exemplos de vitaminas: amor próprio, bondade consigo mesmo, aprender a dizer não, coragem, entre outras. São ações para estimular um processo de liberação dos resíduos tóxicos que danificaram a sua forma de se ver para um novo aprendizado de desenvolvimento das crenças de capacidade, atitudes de acolhimento e novos hábitos.

Como falei no início deste texto, cada ser humano pode aprender coisas novas, mas exige treino e coragem para desenvolver o acolhimento da dor. Entretanto, esta é uma das atitudes que irá ajudar o seu organismo a reaprender a autorregulação. 

Vale ressaltar que é possível desenvolver novos aprendizados: você pode reconectar com novas vivências, o desenvolvimento do amor, paz interior, atenção plena e principalmente desfrutar de boas dádivas e formas de enfrentar os problemas com assertividade.

Enfim, mudanças dependem da sua atitude e uma atitude poderá modificar sua história, porém a escolha por ressignificar sua vida é exclusivamente sua. Pense e prossiga ao novo! 

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Escrito por Ana Paula Purcino Pellenz

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Psicologia

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